Domamos este pégaso invisível
Cavalgando pulmões, condicionado
Corcel impoluto, contido, acuado
Cercado por grades de pragas fincadas
Entre tosses e cochichos, expelido
Um relincho revolto sopra o vento
Vírus, bactérias, mentiras, intrigas
Dedicamos-lhe nossas pestes etéreas
Amamos a moléstia e a miséria
Crias da rotina envenenada
Do frio gerado sai o fogo curtido
E nesse insano desfecho destrutivo
[Incendiários do nosso destino]
As cinzas devoram o cinzeiro
E assim vivemos e morremos
Engolindo as chagas deste ar cativo
sábado, 18 de julho de 2009
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